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Archive for the ‘Contos’ Category

Capítulo um:

Havia uma linda planície de gramas verdes, cortada por um límpido riacho, e no horizonte, enormes montanhas em tons azulados, contrastando com um lindo céu brilhante, e ao fundo havia também um castelo rodeado por um lindo vilarejo, onde pessoas viviam felizes. Alguns minutos dali, um velho herói de tempos longínquos, que hoje é apenas um simples cultivador de arroz, cuidava dos campos com a ajuda do seu filho Klaus. Ele sempre contou ao filho as histórias de quando era jovem, e de como ganhou muito ouro e acumulou riquezas durante a sua vida. Seu filho sempre perguntava sobre o ouro e as riquezas, onde tudo foi parar, já que hoje ele era apenas um pobre agricultor. O garoto não suportava a ideia de ser um simples agricultor, e queria ter aventuras como as do pai. O pai sempre respondia:
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Quantas Chances Houver

Capítulo um:

O carro

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Sempre fui uma pessoa tranquila, um homem de respeito, frequentava a igreja periodicamente com minha família, minha mulher Sofhie e meu filho Felipe, pagava meus impostos em dia, era um membro ativo da sociedade. Acreditava que era uma pessoa sem pecados e que nada de ruim poderia me ocorrer, era feliz com meu trabalho de escritor com bons livros lançados, um deles até vendeu muito bem. Morávamos em uma linda cidade do interior com uma praça aconchegante, cortada por um rio de águas límpidas e pedras redondas, onde as pessoas se banhavam e as crianças brincavam tranquilamente, sem correr riscos. Tínhamos Escolas boas e professores bem formados, pessoas educadas nas ruas, e havia trabalho para todos, era realmente o paraíso.

Eu olhava pela janela e admirava aquela paisagem linda que me inspirava a escrever mais e mais, meu escritório ficava na sala de estar, minha mulher Sofhie saía todos os dias pela manhã para trabalhar na escola primaria como professora e levava nosso filho Felipe. Em uma manhã tranquila, Ela saiu para o trabalho com Felipe e ao cruzar a rua foram brutalmente atropelados por um carro em alta velocidade, enquanto eu observava sem palavras o que via, minha voz sumiu, meus lábios se secaram e meus olhos ardiam, minhas pernas mal aguentavam o peso do meu corpo, eu tremia e suava frio, não podia acreditar no que estava acontecendo. Saí em disparada em direção à rua, mas não tive coragem de ver, o socorro já havia chegado, o tumultuo tomava toda a rua com curiosos de todo lugar, logo os socorristas me procuraram, mas eu estava transtornado, sem ação, e a notícia era muito pior do que eu imaginava.

Minha mulher que tanto havia me ajudado em minha vida, e meu filho… Não podia acreditar que minha querida Sofhie e meu amado Felipe haviam morrido…

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A vida eterna

Havia um homem, que pelo medo de morrer, e pelo egoísmo de querer viver mais que as outras pessoas, trocou uma vida de conforto, por uma vida a vagar sozinho sem uma mulher a lhe dar filhos e carinho. Sua ideia tornou-se uma terrível obsessão, o fazendo gastar tudo que seu pai lhe dera, para seguir um sonho que todos julgavam ser absurdo. Sem muito dinheiro ou posses, sempre estudando todo tipo de ciência, alquimia, bruxaria. Visitando todos os tipos de pessoas que se diziam sábios, curandeiros, e até frequentando diferentes religiões, em todos os cantos do mundo. O homem andava frustrado, pois nenhuma ciência ou religião lhe havia dado a resposta que queria. Carregava com ele dois cavalos, um que montava e outro que carregava suas coisas, nada de muito valor, porém alguns artefatos que se diziam mágicos, que talvez pudesse valer alguma coisa. Por sua frustração vivia a maior parte do tempo recluso, extremamente sozinho, viajando por todos os lados atrás de descobrir o elixir da longevidade que muitos alquimistas pregavam, mas que nenhum deles havia lhe provado a existência. Cansado de tanto fazer rituais para deuses e demônios de todos os tipos, pensava em talvez parar finalmente suas buscas e conformar-se com a frustração de não ter conseguido. Talvez em uma cidade próxima pudesse se estabilizar com o pouco que lhe sobrara. No outro dia chegou a um pequeno vilarejo onde havia uma tenda de um senhor que se dizia comprador de antiguidades e objetos mágicos, o homem entrou, e se deparou com um senhor que aparentava ter pelo menos uns cem anos, cabelos e barbas brancas, sorridente magro e alto. Tinha uma alegria em si que contagiava a todos, então o homem indignado com seu fracasso lhe indagou:

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Alquimia Literária

Alquimia Literária

 

 

Contos,

Ficção,

Luz da imaginação,

Literária força de Expressão.

 

Todavia sentimentos e emoção,

Conhecimento e satisfação,

Uma vez Talento,

Outra vez não.

 

Um traz encorajamento,

Outro a desilusão.

A verdade do acontecimento,

Ou pura arte da embromação.

 

Para alguns, devaneios literários,

Para outros a pura apreciação.

Pois toda arte escrita,

Dispensa apresentação.

Bela ou esquisita,

Sempre pura inspiração.

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Uma festa inesquecível

Era uma fazenda linda, havia muitos animais, muitas plantações, comida a vontade, percebia-se que eram todos muito felizes, porém eu não sabia ao certo até por que eu estava chegando naquele momento. O caminhão parou, um homem simpático e gentio desceu, abriu a carroceria, me pegou e me levou até onde eu iria ficar, até então eu estava sozinho dentro daquele lugar escuro, o homem voltou com muita comida, deixou-a por ali e saiu sem muita conversa. Eu fui aproveitar a comida, sem esperar ninguém, pois estava faminto da viagem. Após comer pensei em sair para conhecer os outros, e quando cheguei ao lado de fora, escutei uma voz nasalada:

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O preço da felicidade

Em um lindo vale, rico em belezas naturais, cortado por rios que fertilizam e banham todas as terras altamente produtivas daquele belo reino. Havia bem ao centro um lindo castelo, onde vivia um rei que buscou a vida toda pela felicidade, pura e simples felicidade. A pesar do vale ser muito rico e fértil, as pessoas passavam muitas necessidades, vivendo uma vida de pobreza e sofrimento. Em nome do que ele achava ser a felicidade, o rei monstro como era conhecido, tomava tudo o que os camponeses conseguiam produzir. Os impostos eram altos além do que eles podiam pagar, e depois que pagavam não lhes sobrava muita coisa, às vezes não era suficiente nem ao menos para comer.  A fome entristecia a todos, a morte rondava pelas vielas fora do castelo, pessoas morrendo de fome. Jogadas na lama como animais descartados pela sofrida sociedade que não se aguentava mais em pé. Homens que assassinavam seus próprios amigos para lhes roubar um naco de pão para que pudessem alimentar sua família.

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À sua sombra

Em uma terra distante, havia um sábio que vivia rodeado por seus jovens discípulos o tempo todo, por ter um vasto conhecimento sobre tudo. Era um homem com muita experiência, cultura, e havia viajado quase todo o mundo. Os seus discípulos o adoravam, e sempre procuravam fazer tudo o que o mestre fazia, imitando seus movimentos, suas ideias, seus hábitos e tudo que era possível. Mas o velho sábio cultivava um costume que não agradava seus discípulos. De tempos em tempos, o velho sábio os abandonava à própria sorte, e ordenava que cada um tomasse seu próprio destino. O velho sábio subia as montanhas e passava um bom tempo em meio à natureza meditando, e sobrevivia somente do que a natureza lhe dava, Retornando alguns meses depois para iniciar seus ensinamentos novamente, e desta vez com novos discípulos.

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