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A vida eterna

Havia um homem, que pelo medo de morrer, e pelo egoísmo de querer viver mais que as outras pessoas, trocou uma vida de conforto, por uma vida a vagar sozinho sem uma mulher a lhe dar filhos e carinho. Sua ideia tornou-se uma terrível obsessão, o fazendo gastar tudo que seu pai lhe dera, para seguir um sonho que todos julgavam ser absurdo. Sem muito dinheiro ou posses, sempre estudando todo tipo de ciência, alquimia, bruxaria. Visitando todos os tipos de pessoas que se diziam sábios, curandeiros, e até frequentando diferentes religiões, em todos os cantos do mundo. O homem andava frustrado, pois nenhuma ciência ou religião lhe havia dado a resposta que queria. Carregava com ele dois cavalos, um que montava e outro que carregava suas coisas, nada de muito valor, porém alguns artefatos que se diziam mágicos, que talvez pudesse valer alguma coisa. Por sua frustração vivia a maior parte do tempo recluso, extremamente sozinho, viajando por todos os lados atrás de descobrir o elixir da longevidade que muitos alquimistas pregavam, mas que nenhum deles havia lhe provado a existência. Cansado de tanto fazer rituais para deuses e demônios de todos os tipos, pensava em talvez parar finalmente suas buscas e conformar-se com a frustração de não ter conseguido. Talvez em uma cidade próxima pudesse se estabilizar com o pouco que lhe sobrara. No outro dia chegou a um pequeno vilarejo onde havia uma tenda de um senhor que se dizia comprador de antiguidades e objetos mágicos, o homem entrou, e se deparou com um senhor que aparentava ter pelo menos uns cem anos, cabelos e barbas brancas, sorridente magro e alto. Tinha uma alegria em si que contagiava a todos, então o homem indignado com seu fracasso lhe indagou:

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Alquimia Literária

Alquimia Literária

 

 

Contos,

Ficção,

Luz da imaginação,

Literária força de Expressão.

 

Todavia sentimentos e emoção,

Conhecimento e satisfação,

Uma vez Talento,

Outra vez não.

 

Um traz encorajamento,

Outro a desilusão.

A verdade do acontecimento,

Ou pura arte da embromação.

 

Para alguns, devaneios literários,

Para outros a pura apreciação.

Pois toda arte escrita,

Dispensa apresentação.

Bela ou esquisita,

Sempre pura inspiração.

Uma festa inesquecível

Era uma fazenda linda, havia muitos animais, muitas plantações, comida a vontade, percebia-se que eram todos muito felizes, porém eu não sabia ao certo até por que eu estava chegando naquele momento. O caminhão parou, um homem simpático e gentio desceu, abriu a carroceria, me pegou e me levou até onde eu iria ficar, até então eu estava sozinho dentro daquele lugar escuro, o homem voltou com muita comida, deixou-a por ali e saiu sem muita conversa. Eu fui aproveitar a comida, sem esperar ninguém, pois estava faminto da viagem. Após comer pensei em sair para conhecer os outros, e quando cheguei ao lado de fora, escutei uma voz nasalada:

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O preço da felicidade

Em um lindo vale, rico em belezas naturais, cortado por rios que fertilizam e banham todas as terras altamente produtivas daquele belo reino. Havia bem ao centro um lindo castelo, onde vivia um rei que buscou a vida toda pela felicidade, pura e simples felicidade. A pesar do vale ser muito rico e fértil, as pessoas passavam muitas necessidades, vivendo uma vida de pobreza e sofrimento. Em nome do que ele achava ser a felicidade, o rei monstro como era conhecido, tomava tudo o que os camponeses conseguiam produzir. Os impostos eram altos além do que eles podiam pagar, e depois que pagavam não lhes sobrava muita coisa, às vezes não era suficiente nem ao menos para comer.  A fome entristecia a todos, a morte rondava pelas vielas fora do castelo, pessoas morrendo de fome. Jogadas na lama como animais descartados pela sofrida sociedade que não se aguentava mais em pé. Homens que assassinavam seus próprios amigos para lhes roubar um naco de pão para que pudessem alimentar sua família.

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À sua sombra

Em uma terra distante, havia um sábio que vivia rodeado por seus jovens discípulos o tempo todo, por ter um vasto conhecimento sobre tudo. Era um homem com muita experiência, cultura, e havia viajado quase todo o mundo. Os seus discípulos o adoravam, e sempre procuravam fazer tudo o que o mestre fazia, imitando seus movimentos, suas ideias, seus hábitos e tudo que era possível. Mas o velho sábio cultivava um costume que não agradava seus discípulos. De tempos em tempos, o velho sábio os abandonava à própria sorte, e ordenava que cada um tomasse seu próprio destino. O velho sábio subia as montanhas e passava um bom tempo em meio à natureza meditando, e sobrevivia somente do que a natureza lhe dava, Retornando alguns meses depois para iniciar seus ensinamentos novamente, e desta vez com novos discípulos.

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O mercador de almas

Em um dia escuro e chuvoso, onde todos corriam com seus compromissos de trabalho, esquecendo-se da vida, e de tudo que ela pode nos oferecer. Todos se matam de trabalhar para que no fim de seus dias tenham vendido a sua preciosa vida por uma mísera aposentadoria, quando não morrem no meio do caminho, jogando fora tanto a sua vida quanto todas as coisas pelo que lutou durante anos. Assim pensava um homem simples, sem muito luxo, mas que vivia a sua vida, segundo a segundo aproveitando cada momento que deus lhe permitia viver. Ao contrário dele, vivia um homem ambicioso que nunca se permitiu viver a vida, ao menos para ver seus filhos crescerem. Doava sempre muito dinheiro para igrejas e projetos sociais, frequentava a igreja com sua família no fim de semana, porém as doações eram abatidas no seu imposto como descontos, e achava que levar a família à igreja no domingo era diversão, e passava o resto do fim de semana trabalhando. O homem simples não tinha muita coisa, porém o pouco que ele tinha era o suficiente, inclusive para dividir com quem não tinha nada. A ambição dele era pelo conhecimento, ele lia muitos livros, lia a bíblia todos os dias, estudava, trabalhava, e ainda lhe sobrava tempo para se divertir com sua família. Amava e dava carinho à sua mulher, eram felizes.

O homem simples que se chamava João, acabava de deixar seus filhos na escola, sua mulher em casa, e seguia em direção ao trabalho, após ter se despedido de todos como era de costume. O homem ambicioso e egoísta chamava-se José, mas que gostava de ser chamado J. Martins, pois achava que o nome era simples demais e não era bom aos negócios, ele corria com seu carro buzinando e achincalhando a todos em seu caminho, tinha pressa. Não se despedia de sua mulher, pois o casamento já não existia, eram apenas aparências. Seus filhos estudavam o dia todo, e mal viam o pai, assim eles atrapalhavam menos.

Neste dia chuvoso e escuro os dois homens cruzariam seus destinos, João com sua bicicleta esperava no cruzamento para que o sinal abrisse e ele pudesse cruzar. João desceu de sua bicicleta, o sinal abriu, e ele cruzou cuidadosamente, porém no meio da avenida vinha um carro em alta velocidade, sem perceber atravessou o sinal vermelho acertando João e sua bicicleta, o jogando longe, o fazendo bater a cabeça e morrer na hora. O motorista do carro por sua vez perdeu a direção e foi parar em uma caçamba de lixo na beira da rua, tal qual feita de ferro, por isso esmagando-lhe dentro do carro. Ali terminavam suas histórias. Mas agora já estava feito e não tinha volta, era o destino, ou talvez uma escolha inconsciente, mas será que as escolha de uma pessoa pode interferir na vida das outras?

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Biografia do Autor

 

Henrique Serafini

Nascido em outubro de 1981, na cidade de São José Dos Pinhais – PR, é coordenador e professor de música há mais de cinco anos.  Desde criança escreve contos, poesias e histórias que contagiavam seus familiares e amigos. Hoje com alguns textos publicados em uma antologia pela editora “Cultura Editorial” e com um livro de contos que será lançado no ano de 2013. Tenta Alçar voos mais altos em direção ao mundo literário. Henrique Serafini divide seu tempo entre dar aulas de musica em sua escola, fazer faculdade de português e literatura, e escrever seus contos, e poesias. Henrique tem Uma preferência por escrever contos, pelo fato de que cada conto cria um mundo diferente, trazendo o leitor nem que seja por alguns instantes, para um mundo de fantasia, e que no final de cada história o leitor possa ter aprendido algo que lhe seja útil em sua vida. É com muito prazer que disponibilizamos estes contos aqui para que apreciem.

Alquimia Literária

 

 

Contos,

Ficção,

Luz da imaginação,

Literária força de Expressão.

 

Todavia sentimentos e emoção,

Conhecimento e satisfação,

Uma vez Talento,

Outra vez não.

 

Um traz encorajamento,

Outro a desilusão.

A verdade do acontecimento,

Ou pura arte da embromação.

 

Para alguns, devaneios literários,

Para outros a pura apreciação.

Pois toda arte escrita,

Dispensa apresentação.

Bela ou esquisita,

Sempre pura inspiração.

site: http://alquimialiteraria.com/

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